10.3.07

Maria Antonieta (2006)

Costumo me render muito facilmente a filmes com uma boa direção de arte. E, realmente, Maria Antonieta é um filme que agrada os olhos; excelentes figurinos, maquiagens e a sorte da autorização do uso dos cenários onde as coisas, de fato, ocorreram. Desleal.

Sofia foi malandra: pegou um ícone absoluto francês e criou um filme sob um ponto de vista estadunidense.
E mais; fez um filme absolutamente contraditório e ousado.
Ao contrário do comum nos filmes de época, Maria Antonieta é ambicioso através do estilo recorrente de Sofia Coppola: vem com planos rápidos, abertos, ágeis e precisos além de um uso ostensivo de elipses temporais. Uma brincadeira com o anacronismo.

Porém, ainda assim, o filme deixa a desejar por algum motivo.
Talvez seja a trilha sonora; uma mistura do moderno com o coerente à época totalmente deslocada e forçada. (não critico a idéia, mas sim o resultado)
Ou talvez a tentativa de Sofia em transformar Maria Antonieta num personagem mais humano tenha sido mal-sucedida. A humanidade da rainha falha no final do filme, quando é lembrada a revolução.
Aquela história não é humana, aquele universo não é humano, Maria Antonieta não era humana.
E Sofia, mesmo quando tenta não julgar os personagens, passa a mão na cabeça deles. E nos poupa. Mas ainda assim não é um filme ruim.
Como eu disse: ele agrada os olhos.

Ok, revi o filme (desta vez na grande tela) e quero acrescentar algumas coisas:
A escolha de Sofia Coppola pelo ícone "Maria Antonieta" foi, no minimo, autobiografica. Mas não é isso que eu quero dizer.
Antes eu achava que faltava algo ao filme. Já não penso mais assim... Acho que o filme é, sim, fechado. A proposta de Sofia, aparentemente é um filme adolecente, sim. Ela quer abrir os olhos desse povo desvairado e fútil. É como e Maria Antonieta fosse um reflexo da juventude de hoje, não sei explicar.



5.3.07

Filmes de Fevereiro

mês de muito trabalho e poucos filmes:


A Bela da Tarde (L. Bunuel) - 50/50 *
Domicilio Conjugal (F. Truffaut) - 45/50 *
Psicose (A. Hitchcock) - 50/50
O Beijo Amargo (Samuel Fuller) - 50/50 *
A lula e a Baleia (
Noah Baumbach) - 40/50 *
Onde fica a casa do meu amigo? (A. Kiarostami) - 50/50 *
Babel (
Alejandro González-Iñárritu) - 40/50
Half Nelson (Ryan Fleck) - 42/50
Shortbus (John Cameron Mitchell) - 35/50