30.7.06

Julho

Espíritos, de Banjong Pisanthanakun !
Novelo, de Pedro Bertolino, Ady Vieira e Pedro Paulo de Souza ***1/2.
As Aventuras de Dick e Jane, de Dean Parisot *
O Exorcismo de Emily Rose, de Scott Derrickson *1/2
+The Shop Around the Corner, de Ernst Lubitsch ***
+Uma Mulher sob Influencia, de John Cassavetes *****
Charlotte et son Jules, de Godard ***1/2
Band A part, de Godard ****
Mettin’ WA, de Godard ***
Domicilio Conjugal, de Truffaut ****1/2
Meu tio, de Jacques Tati *****
Fishing with John, de John Lurie ***
Mouchette, de Bresson ****
O Virgem de 40 anos, de Judd Apatow *1/2
+O Bandido da Luz Vermelha, de Rogério Sganzerla *****
What’s up Tiger Lily, de Woody Allen ***1/2



+ - revistos.

26.7.06

Meu Tio (1958)



Antes de questionar a modernidade e a tecnologia, Jacques Tati escarneia-a de uma forma delicada e doce.
Sr Hulot está de volta. E vai visitar a irmã, o cunhado e o sobrinho em sua casa high-tech super-higienica.

E aí que tá a graça; o conflito entre o sujo e desajeitado Sr Hulot e o mundo super-higiênico da casa high-tech.
O filme mostra uma série de dicotomias urbanas hilárias.


Talvez Jacques Tati realmente acreditasse que a humanidade estava fadada ao sedentarismo que a tecnologia traria consigo. E seu universo puramente estético, superficial e impessoal.
Gosto muito da fonte que liga-se toda vez que uma visita aleatoria chega. Gosto muito do armário psicopata da cozinha.

Enfim, gosto desse filme e de seu humor aparentemente singelo.

22.7.06

Uma mulher sob influência (1974)


uma mulher com umas crianças aparece e diz "Sem gritaria". doce ilusão.
e que gritaria. até atacou a sinusite.
mas valeu a pena.


porque nesse filme a toda a loucura se encaixa.
é um filme livre. a camera é livre.
ele dá cerveja aos filhos pra eles tombarem de sono.
ela só quer ser agradável, servir espaguete.

Gosto dessa idéia de família que o cassavetes tem. Dentro da família, a loucura de cada um é permitida. Até que algum forasteiro venha e quebre com essa “harmonia instável”. Paradoxalmente, a comunidade forasteira apóia o louco.
E as crianças são o resto de sanidade.


e no fim o doce caos disfuncional continua. lindo.

18.7.06

TOP 10 - Musicais

1.Magico de Oz
2.Noviça Rebelde
3.Ritmo Louco
4.Cantando na Chuva
5.Dançando no escuro
6.Grease - Nos tempos da Brilhantina
7.Mary Poppins
8.My fair lady
9.Hair
10.Nasce uma Estrela


Critérios:
O quão suportável é, Valor histórico, Qualidade das musiquinhas e dancinhas.


Menção honrosa para :
Os guarda-chuvas do amor. É mas não é, né.

17.7.06

Um cão andaluz. (1929)


Esse filme precisa ser assistido em doses homeopáticas.
É surreal, o que mais posso dizer?
Não é pra significar nada. Não é pra raciocinar a respeito. Vai contra tudo o que a cinefilia se presta a fazer.
Só sentir. Digerir.
E diferentemente dos quadros de Dali que você pode ficar ali, derretendo, surtando, agonizando perante aquela imagem freneticamente estável, em um cão andaluz você tem que digerir, sei lá, 16 quadros por segundo.

“É um cinema que não quer agradar, quer alienar”... Li isso em algum lugar. A mesma alienação do sono profundo, do sonho. O sonho que era o combustível de Bunuel, de Dali, de Miro.

O próprio Bunuel era aquele tipo de cara que gostava de criar lendas a seu respeito. Acho que não era um lance de marketing, mas sim uma incapacidade de diferenciar o real do verossímil.

Enfim, é um dos meus filmes preferidos. Assisto incansavelmente. E ele sempre me entorpece, me frustra, me desnorteia.

8.7.06

Por que Godard?

"Mas a resposta só poderia decepcionar: Godard conclui, regularmente, ou pontua todas as tentativas teóricas que não querem permanecer no cinema clássica, e a razão, confessada ou não, é sempre a mesma: ele encarna, a um só tempo, a herança e sua consciência, a memória de uma história do cinema e sua colocação em jogo, ele é o 'padrão' que os jovens cineastas e os críticos escolhem, ou contra quem eles se levantam - dá no mesmo: ele é um dos últimos dessa geração que quis, e por todos os lados, fazer do cinema uma arte."
disse Jacques Aumont.


"Realizar um cinema cada vez mais cinematográfico - essa é a insolência de Godard."
disse Rogério Sganzerla


"O cinema não é uma estação. O cinema é o trem."
disse o próprio.

3.7.06

Jack Lemmon

Jack Lemmon é o segundo cara mais engraçado de todos.
Só perde pro Buster Keaton, óbvio.


Mas a graça dele é diferente. Ele não te faz gargalhar. Ele te cativa e te faz sorrir.
Só de olhar pra cara dele eu tenho vontade de rir. Isso porque ele é totalmente despretensioso, tem um semblante humilde.
E mais, um cara que faz um filme vestido de mulher em 1959 merece respeito... Totalmente à frente de seu tempo (créditos ao Billy Wilder também, que concebeu essa grande idéia. E a Marilyn que era, de fato, a rainha da cocada-preta).
E não podemos esquecer também da melhor atuação de gripe de todos os tempos em The apatment.


Mas enfim, semana passada fez 4 anos que ele morreu. Então eu quis fazer uma singela homenagem à ele. Não que ele pessoalmente me faça falta, nem sabia que ele tinha morrido na verdade... mas é preciso admitir que, uma vez morto, toda a celebração à sua obra não é demasiada. A contribuição dele para a minha arte-mor foi bastante considerável, ah isso foi.






Jack Lemmon.
(1925 - 2001)


Um cara particularmente legal.