12.12.06

Breakfast at Tiffany's (1961)


Nunca tinha pensado em Holly Golightly com uma prostituta. Pra mim ela era só uma mulher que vivia de sua beleza, de uma aparência. Uma mulher um tanto quanto independente. É, isso é bastante inocente da minha parte.

Esse filme sempre me despertou de uma forma estranha. Ele tem um roteiro com alívios cômicos bizonhos à la Hollywood nos anos 50-60, uma protagonista fraca, mas absolutamente irresistível e uma trama bem meia boca.
Ou seja, tecnicamente ele deixa a desejar. Porém o grande tcham desse filme é o impacto cultural causado na época de seu lançamento e aura criada nele a partir daí.
Audrey Hepburn virou divindade depois do lançamento desse filme. Nova York virou paradigma de luxo e glamour.

E tudo isso numa narrativa baseada numa atmosfera quase onírica de festas que nunca terminam, amores improváveis e a matuta que mudou de nome e se deu bem na cidade, adquiriu uma sofisticação. E aí que entra o paradoxo do filme: o êxodo à NY e essa casca de sofisticação eram o destino comum das jovens no começo dos anos 50...

Afinal, a quem importa que Blake Edwards o dirigiu e ele é baseado numa obra de Truman Capote? Por sinal, no livro, Holly tinha tendencias bissexuais o que é muito engraçado.


...em construção

2 comentários:

Unknown disse...

Blake Edwards? Capote?! Meu deus!

Anônimo disse...

Pós-menarca!? Até esqueci meu comentário.