Pasolini era um literato que olhou para o cinema e pensou "Ahm... aí tem coisa."
Acabou se tornando um grande estudioso do assunto e um grande realizador. Sempre refletiu o impacto da modernidade na literatura e no cinema com um olhar bastante radical.
Dizia que o cinema era a representação da realidade pela realidade (uuu há controvérsias).
Dizia mais; que para o cinema não bastava ser só uma arte advinda de uma técnica literária. O cinema se trata de uma língua. Uma língua sem gramática.
Ele já falava em estéticas da recepção antes mesmo delas entrarem em pauta, que seria, a grosso modo, o espectador também como criador. Acredito que essa visão de cinema que o diferenciou de seus amiguinhos neo-realistas.
A fase neo-realista (chamada de ciclo popular-nacionalista) dele foi um tanto quanto apagadinha (isso na minha humilde opinião). Filmes com temática suburbana e tal. Depois ele entrou numa de "cinema de poesia" que foi onde ele concebeu a clássica Trilogia da Vida.
Na verdade não assisti a muitos de seus filmes. Uns 4 ou 5, talvez. Mas o escândalo, a nudez, a profanação são ininterruptos. O cara era um baita maluco. Imagina: numa sociedade burguesinha, fascista como a italiana era. Óbvio que ele foi assassinado "misteriosamente".
Mas o meu ponto é: viva o cinema metafórico radical. Lirismo debochado, ideal de beleza turvo e uma arte absolutamente grandiosa. Isso é Pasolini. E é muito massa.
Por hora é isso mesmo.
22.6.06
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2 comentários:
Pasolini, agora eu vejo com outros olhos. Esse lance do "cinema de poesia" é bem Medéia.
Quanto ao comentário lá no meu: pode crêr.
olha quem tem blog!!
Dona carulina!
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