
Falando em contos de fadas eu me lembro de L'atalant.
É o filme mais bonito que já vi. É a apoteose do que qualquer desavisado chamaria de "filme-francês-tolo-qualquer".
Um casal jovem, recém-casado, inicia uma nova vida numa barcaça, coisa e tal. No entanto ela quer o mundo e ele está satisfeito com a barcaça.
Jean Vigo sabia o que estava fazendo. O cara é um poeta de imagens. Um poeta de tons de cinza. Podia cair facilmente num mundo banal, sentimentalista e clichê, mas não.
O filme é muito fofo mas grita, é excitante. Esse é meu ponto: ele é excitantemente fofo.
O ritmo ingênuo do filme e a música traduzem o percurso da barcaça e do casal perfeitamente.
Pelo meu tosco conhecimento cinematográfico, esse filme seria um representante do que se chama de "realismo francês". Até aí tudo bem, a critica social e toda a ladainha está lá, em um dado momento. Mas eu não consigo deixar de enxergar um certo naturalismo e até mesmo um toque surrealista ao filme. Mágico demais, lírico demais. E quando eu digo demais, leia-se suficiente.
Filmes bonitinhos comandam.
E é isso mesmo.
Esse blog é mto feio. Isso tá começando a me irritar.

Um comentário:
faz sentido.
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